terça-feira, 26 de agosto de 2008

Produção de fibra sintética

Planta amazônica substitui fibra de vidro na elaboração de termoplásticos

Um projeto da Universidade Estadual de Campinas chamou a atenção de uma das 10 maiores petroquímicas do mundo e já está pronto para entrar em produção em escala industrial. A fibra extraída do curauá, uma planta originária da região amazônica, será utilizada para substituir a fibra de vidro no reforço de termoplásticos.

O curauá é cultivado especialmente no Pará, onde é usado por índios na produção de cordas e redes. Como é vegetal, o produto apresenta as vantagens de ser biodegradável, renovável e reciclável.

As propriedades mecânicas da fibra de curauá são muito semelhantes às propriedades mecânicas da fibra de vidro, que já é usada como agente de reforço para termoplásticos em geral. A segunda propriedade importante é que ela é uma fibra vegetal obtida de uma planta que só cresce no Brasil. E sua utilização para chegar à peça final traz tanto benefícios ambientais, como benefícios relacionados à redução do peso da peça final. Do ponto de vista econômico a produção final da peça é mais barata que a produção com a fibra de vidro – destaca o pesquisador Marco Aurélio de Paoli.

A mistura do plástico com a fibra vegetal que dá origem ao composto é feita em um equipamento avaliado em US$ 300 mil (cerca de R$ 520 mil).
- A extrusora dupla rosca é usada para preparar os compósitos. Nós alimentamos uma parte com plásticos e outra com a fibra na forma moída. Dentro do equipamento os materiais são aquecidos, misturados e transportados ao longo da extrusora para serem transformados na forma de espaguete, onde obtemos o compósito pronto para a injeção – explica De Paoli.

Depois de oito anos de pesquisa os resultados agradaram ao doutor. A fibra vegetal que reforça a matéria-prima se tornou um composto ainda mais resiste quando comparado à mistura feita com fibra de vidro convencional.

- A principal vantagem econômica é produzir uma autopeça com menor custo. A principal vantagem ambiental é que você vai produzir um material que vai proporcionar créditos de carbono, ou seja, durante toda a vida deste material, ele vai produzir menos CO2 do que o que foi retirado da atmosfera durante o crescimento da planta – informa o pesquisador.

Interesse industrial

A pesquisa desenvolvida pelo professor Marco Aurélio já saiu do laboratório e vai virar produção em escala industrial. Uma das 10 maiores petroquímicas do mundo se interessou pelo projeto e vai começar a produzir o novo material para colocá-lo no mercado.
Nós nos interessamos muito por esse projeto por nós sermos líder mundial na fabricação dos chamados plásticos de engenharia. Um dos principais segmentos da indústria que é importante para o nosso negócio é a indústria automobilística – confirma Edson Roberto Simielli, gerente de marketing da petroquímica.

Algumas autopeças de plástico já estão sendo avaliadas pela indústria de automóveis, e em breve deve ser lançado um produto feito a partir do composto com fibra vegetal.

– Nós acreditamos que com isso nós vamos atingir algumas propriedades exigidas pela indústria automobilística no quesito de resistência térmica para a substituição do mesmo material reforçado atualmente com fibra sintética, como é o caso da fibra de vidro – informa Simielli.

Além de garantir a confeção de um produto ecologicamente correto, o uso da fibra do curauá em escala industrial pode garantir uma nova alternativa de renda para agricultores do Pará.

Tempos de degradação

Mais uma reportagem sobre plásticos

Vídeo sobre plásticos

Plásticos - O que são?

Em química e tecnologia, os plásticos são materiais orgânicos poliméricos sintéticos, de constituição macrocelular, dotada de grande maleabilidade (que apresentam a propriedade de adaptar-se em distintas formas), facilmente transformável mediante o emprego de calor e pressão, e que serve de matéria-prima para a fabricação dos mais variados objetos: vasos, toalhas, cortinas, bijuterias, carrocerias, roupas, sapatos, etc...
A matéria-prima dos plásticos é o
petróleo. Este é formado por uma complexa mistura de compostos. Pelo fato de estes compostos possuírem diferentes temperaturas de ebulição, é possível separá-los através de um processo conhecido como destilação ou craqueamento.
A fração nafta é fornecida para as centrais petroquímicas, onde passa por uma série de processos, dando origem aos principais monômeros, como, por exemplo, o eteno.
São divididos em dois grupos, de acordo com as suas características de
fusão ou derretimento: termoplásticos e termorrígidos.
Usos e aplicações
Os plásticos possuem diversas aplicações, como por exemplo:
Artes plásticas
Artesanato
Brinquedos
Construção civil
Decoração
Design
Indústria aero-espacial
Indústria agrícola
Indústria automotiva
Indústria farmacêutica
Indústria têxtil
Odontologia

Fibras Sintéticas - Utilidades

Feita de fibra sintética e com um motor independente em cada dedo, a prótese tem mais integração com os movimentos naturais do corpo. Ela capta os movimentos dos músculos remanescentes do braço, traduzindo-os em movimentos dos dedos. É preciso fisioterapia especial para aprender a usá-la. Ainda não há previsão de fabricação do equipamento no Brasil. A versão importada custa R$ 150 mil.